televisão 17.06.2008
I Want to Believe | Fringe

Psicocinesia, Transmogrificação, Inteligência Artificial, Teletransporte, Reanimação e Dark Matter. E isso é só a introdução.
Vazou ontem o episódio piloto de Fringe, nova série de J.J. Abrams, o criador de um tal Lost. Quem se acostumou com a lentidão de Lost, pode achar o piloto meio corrido, mas assim é que fica bom. Em 81 minutos, Abrams conseguiu montar um cenário perfeito pra série, introduzindo os personagens principais, e todos os elementos necessários pra segurar a audiência até o fim da temporada.
Olivia Dunham é a agente encarrega de investigar o incidente do vôo 627, onde todos os 147 passageiros morreram de forma bizarra. Quando eu digo bizarra, é bizarra mesmo. Até aí nada de brilhante, até o momento em que o parceiro de Olivia, o agente John Scott é exposto a mesma infecção que os passageiros do avião, e tem poucas horas de vida. Pra resolver tamanho nabo, Olivia vai atrás do Dr. Bishop, um lunático interno de um hospício há mais de 17 anos. E pra entender as insanidades de Bishop, Olivia entra em contato com Peter Bishop, filho do doente. E é a partir da formação dessa equipe que o roteiro vai se desenrolando, revelando cada vez mais mistérios, e isso tudo sem parecer forçado ou corrido demais pra um episódio só.
O próprio J.J. Abrams já havia dito que a série tinha muito de Arquivo X e pouco de Lost, e o piloto confirmou tudo o que foi dito. O modo como a série de Chris Carter foi reciclada ficou excelente, rolaram até algumas referências, o que eu achei bem legal. Tudo o que foi mostrado me agradou muito, mas eu sou meio suspeito pra falar, já que sempre fico meio bobo quando vejo essas coisas com um quê de conspiração governamental com grandes empresas. O fato de ser tudo escrito por Abrams é só um ingrediente a mais no mojo da série.
Pode ser meio cedo pra começar a falar nesse tipo de coisa, mas será a Massive Dynamics a nova Dharma? Independente disso, vem coisa boa por aí.
Fringe estréia dia 09 de Setembro, na FOX.

