Pátria que me Pariu & música 17.05.2008

Claudia d’Orei

É bem difícil eu gostar de artitas brasileiros dessa nova geração, já que a maioria se importa mais com o visual do que com a música em si. Dando uma folheada na última Rolling Stone, vi uma pequena nota sobre uma tal de Claudia d’Orei, que misturava Jazz e Dub com uma clima de Trip-Hop. Como tinha o link do Myspace dela, não custava nada dar uma olhada. Definitivamente não me arrependi, desde quinta-feira eu não ouço outra coisa. Claudia tem uma voz delicada, que se envolve com a batida de Trip-Hop, se unificando de uma maneira tão delicada, que seria impossível mudar alguma coisa sem estragar o clima. A quem interessar, no MySpace dela tem 5 músicas disponíveis pra áudio, desta que pra Já Passou, que é com certeza a melhor dentre as 5. Infelizmente o download das músicas não está disponível, perguntei a ela porque, e na verdade, essas versões ainda não são definitivas, por isso só podem ser ouvidas. Ela disse também que já tá terminando de gravar o CD, ou seja, coisa boa vindo por aí.

Claudia d’Orei mora em São Paulo, e toca toda quinta-feira no Opera buFFA. Pro pessoal que gosta de Nouvelle Vague e Lovage, vale a pena dar uma conferida no show.

Pátria que me Pariu & filmes 15.05.2008

Vamos abrir a porta dos desesperados!

Não sou muito de ficar escrevendo sobre curtas, até porque normalmente o resultado é bem sem sal. Mas esse merece, com certeza.

Chico (O moleque de “O ano em que meus pais saíram de férias) estava em recuperação, e pra passar de ano precisava fazer uma redação criativa em 15 minutos, só isso. E é aí que a começa a viagem, já que pra achar um tema CRIATIVO pra sua redação, Chico começa a imaginar ícones da música dos anos oitenta interpretando as músicas mais famosas do SERGINHO MALLANDRO. Daí pra frente rola de tudo, desde Michael Jackson cantando Bilu Tetéia, até Twisted Sister cantando Um Capeta em Forma de Guri.

André Moraes mandou bem demais no curta, já que conseguiu reunir um elenco de primeira pra fazer uma coisa dessas. Nomes como Lúcio Mauro Filho, Lázaro Ramos (que também assina o argumento do filme), Wagner Moura, Luciano Szafir estão presentes na Ópera, todos devidamente ridicularizados, claro. Destaque pro Lúcio Mauro Filho interpretando Farofá-fá, sensacional.
Pra vocês terem uma noção do nível do curta, rola até Sidney Magal cantando, o que é garantia de coisa boa (ou engraçada, vai). Além das próprias músicas, existem várias outras referências ao Mallandro, como a Porta dos Desesperados e tudo mais. E é claro, o próprio Mallandro também participa do curta, com direito a “HÁ, SALSI-FUFU!” e tudo.

Não sei se o pessoal que participou do filme fez tudo na amizade ou rolou uma grana por trás, só sei que ver os atores globais mais badalados interpretando OS MAIORES CLÁSSICOS DO MALLANDRO é impagável. Queria eu que coisas assim fossem mais frequentes por aqui, a gente precisa disso.

Pra assistir o filme, é só clicar aqui.