Arquivo Mensaljunho 2008
música 30.06.2008
Top 3 Semestral
Meio ano já passou, e nesses 6 meses dezenas de novos álbuns foram lançados. Rolou desde edição de aniversário de Thriller até leak de Chinese Democracy. Óbvio que ainda não ouvi tudo que foi lançado esse ano, mas do que ouvi, ficam aí os três melhores CDs que já sairam até agora. Sem ordem de preferência, só separando o joio do trigo.
Mike Patton - A Perfect Place
A Perfect Place é a trilha sonora do curta metragem de mesmo nome, toda composta por Mike Patton. Sim, o mesmo cara do Faith no More, Mr. Bungle, Fantômas, Tomahawk, Lovage, Peeping Tom, e mais uma infinidade de projetos. O álbum é todo levado no jazz, flertando com pop, experimentalismo e mais outras coisas indefinidas, e isso tudo sem perder a linha. O curta é dirigido por Derrick Scocchera , e tem uma levada completamente noir, o que limitou Patton a uma melodia básica, que vai se encaixando no que é mostrado na película, exatamente como nos filmes dos anos 30.
Portishead - Third
“Esteja alerta para a regra dos três: o que voce dá, retonará para você. Essa lição, você tem que aprender, você só ganha o que você merece”. É assim que começa o novo CD do Portishead. Depois de 11 anos sem lançar nada, é assim que eles começam o novo CD. Third é uma mistura foda do melhor da música atual, muito experimentalismo, muita distorção, menos samples que o normal, mas principalmente, muito mojo. É realmente complicado falar desse tipo de CD, já que é tudo muito abstrato. Posso falar que seria uma excelente trilha sonora para o David Lynch. Acho que isso já ajuda.
The Black Keys - Attack & Release

Conheci os caras do Black Keys depois de ver esse vídeo deles tocando no Letterman, e foi amor a primeira vista. Os caras são tudo o que eu procurava, aquele rockzão despretensioso, com uma pegada do blues mais sujo que você encontrar por aí. Attack & Release é o 4º CD da dupla, e é o que mais se afasta do Blues, ficando mais naquele rock pé na porta e fumaça pro alto. Se não fosse pelo lançamento novo do Patton, seria sem dúvidas a melhor coisa do ano. Som de primeiro sem contra indicações.
Essa lista seria de 10 discos, mas como o Wordpress não tá colaborando, ficam só esses três mesmo. Discos que não foram citados e merecem atenção:
The Raconteurs - Consolers Of The Lonely
Russian Circles - Station
Riverside - Schizophrenic Prayer
Duffy - Rockferry
No-Man - Schoolyard Ghosts
televisão 17.06.2008
I Want to Believe | Fringe

Psicocinesia, Transmogrificação, Inteligência Artificial, Teletransporte, Reanimação e Dark Matter. E isso é só a introdução.
Vazou ontem o episódio piloto de Fringe, nova série de J.J. Abrams, o criador de um tal Lost. Quem se acostumou com a lentidão de Lost, pode achar o piloto meio corrido, mas assim é que fica bom. Em 81 minutos, Abrams conseguiu montar um cenário perfeito pra série, introduzindo os personagens principais, e todos os elementos necessários pra segurar a audiência até o fim da temporada.
Olivia Dunham é a agente encarrega de investigar o incidente do vôo 627, onde todos os 147 passageiros morreram de forma bizarra. Quando eu digo bizarra, é bizarra mesmo. Até aí nada de brilhante, até o momento em que o parceiro de Olivia, o agente John Scott é exposto a mesma infecção que os passageiros do avião, e tem poucas horas de vida. Pra resolver tamanho nabo, Olivia vai atrás do Dr. Bishop, um lunático interno de um hospício há mais de 17 anos. E pra entender as insanidades de Bishop, Olivia entra em contato com Peter Bishop, filho do doente. E é a partir da formação dessa equipe que o roteiro vai se desenrolando, revelando cada vez mais mistérios, e isso tudo sem parecer forçado ou corrido demais pra um episódio só.
O próprio J.J. Abrams já havia dito que a série tinha muito de Arquivo X e pouco de Lost, e o piloto confirmou tudo o que foi dito. O modo como a série de Chris Carter foi reciclada ficou excelente, rolaram até algumas referências, o que eu achei bem legal. Tudo o que foi mostrado me agradou muito, mas eu sou meio suspeito pra falar, já que sempre fico meio bobo quando vejo essas coisas com um quê de conspiração governamental com grandes empresas. O fato de ser tudo escrito por Abrams é só um ingrediente a mais no mojo da série.
Pode ser meio cedo pra começar a falar nesse tipo de coisa, mas será a Massive Dynamics a nova Dharma? Independente disso, vem coisa boa por aí.
Fringe estréia dia 09 de Setembro, na FOX.
Sedentarismo 13.06.2008
Blues dos sem tempo
Amanhã vai rolar um post de verdade, eu prometo. Enquanto isso, participei outra vez do podcast do HBD, vale a pena dar uma conferida. Não que eu tenha ouvido, mas enfim.
Sedentarismo 04.06.2008
Coisas para se fazer nas ‘férias’
Voltar a tocar gaita:
Logo quando comprei minha Master Blues, tocava durante horas a fio, estudava técnicas de sopro e tudo mais, pena que isso só durou uma semana. Minha gaita tá largada aqui pegando poeira, já fazem duas semanas desde a última vez que a tirei da capa pra tocar, e o resultado disso é bem notável, não consigo tocar absolutamente nada. Aprender qualquer instrumento sozinho é complicado, sem treinamento então, é impossível. Já to com o material necessário pra dar uma boa estudada aqui, só me falta tempo mesmo.
Fazer minhas camisas em stencil:
Essa já é antiga, era pra ter feito as camisas ano passado, mas acabei me enrolando e adiando de novo. Tenho vontade de fazer três camisas, todas elas bem simples, em stencil, só pra ver como fica mesmo, sem compromisso nenhum. Esse mês vai rolar uma oficina de artes, ou qualquer coisa parecida, no senac perto daonde eu estudo, já vi que vai rolar stencil. Talvez eu apareça por lá.
Tirar minha carteira de motorista:
Porra, to terminando o meu técnico e nada de ir a aula de carro. Não aguento mais pegar ônibus, tenho um carro disponível aqui na garagem, e não tenho a pora da habilitação. Essa daí é pura preguiça, já que assistir aulas na auto-escola é sacal.
E sim, atualizar isso aqui com mais freqüência também faz parte dessa lista.