música 13.05.2008

Rockferry

Sempre que alguma coisa faz sucesso, várias cópias aparecem logo depois, a grande dificuldade é diferenciar o que é bom e o que é cópia. Rockferry definitivamente não é uma cópia. Achei esse CD enquanto procuva por um trio alemão de Jazz, ou seja, pura sorte. Dando uma procurada por mais informações no Google, a opinião geral era de que Rockferry só serve de ponte entre Back to Black e o novo lançamento de Winehouse. Óbvio que quem diz uma coisa dessas não ouviu o CD da Duffy. Há vários elementos semelhantes entre as duas cantoras, claro, já que as duas abertamente são influenciadas pelas divas sessentistas, e não fazem questão de esconder isso. A questão é que as semelhanças param por aí. Winehouse faz questão de despejar toda a sexualidade possível em suas músicas, tratando de temas mais pesados, e cantando os mesmos de maneira mais pesada. Já Duffy canta a melhor música para dor de cutuvelo que eu ouvi nas últimas semanas, coisa bem melosa mesmo.

O primeiro single do CD foi Mercy, música com uma levada toda funkeada, acompanhada deliciosamente pela voz digna de uma quarentona de Duffy. Mas engana-se quem pensa que o resto do CD continua no embalo de Mercy, o buraco é mais embaixo, lá pra baixo mesmo. O clima fica muito mais denso, Warwick Avenue é o exemplo perfeito disso.

Aimee Duffy começou bem, agora é só se dissociar de cópia barata e continuar fazendo boa música, porque isso ela sabe fazer.

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