Arquivo Mensalmaio 2008
Sedentarismo & jogos 28.05.2008
Wiiiiiiiii
Comprei o Wii há três dias, e desde então tenho passado praticamente o dia todo sacudindo aquele controle. Sempre achei um absurdo a quantidade de Wiis vendidos em tão pouco tempo, mas depois de jogar pela primeira vez, acho completamente justificável. ÓBVIO que você nunca verá gráficos embasbacantes como em Gears of War, ou qualquer outro jogo no estilo, mas a inovação da jogabilidade garante a compra. Além de tudo, é sensacional poder rejogar todos os jogos que marcaram a minha infância, já que é possível fazer o download de jogos de Mega Drive, NES, SNES e Nintendo 64(!!!) no próprio console.
Como ainda não destravei o videogame, só pude jogar Wario Ware e WiiSports, e tenho que falar, aquelas propagandas com a família inteira jogando são completamente verdadeiras. Enquanto escrevo esse post, meu pai tá lá jogando Tenis em frente a TV. Como já era de se esperar, os dois jogos que vieram não são dos mais interessantes (Wario Ware é bem legal pra se jogar com mais pessoas, mas só isso), até porque servem basicamente pra mostrar o funcionamento do controle, que é excelente. A saída de som no próprio Wiimote dá uma melhora sensacional na jogabilidade, já que ouvir a barulho da raquete acertando a bola DO LADO do seu rosto acaba por aumentar a imersão no jogo, que é bem bobinho.
Até dei uma parada no GTA por causa desse controle, pra vocês verem o nível da coisa. Assim que desbloquear eu dou uma atualizada aqui sobre os primeiros jogos que joguei.
Sedentarismo & jogos 26.05.2008
Pi
Comprei um Wii e estou ocupado demais sacudindo o controle. Em breve voltaremos a programação normal.
Enquanto isso, dá uma olhada no HBDCast, to lá mais uma vez.
televisão 20.05.2008
Wilson’s Heart

Escrever sobre House é sempre complicado. Escrever sobre House logo após ver um episódio, é mais complicado ainda. Escrever sobre House logo após ver um dos melhores finais de temporada, é praticamente impossível. As chances de começar a escrever coisas desconexas e sem sentido é alta, então nem se dêem o trabalho de reclamar.
Pra quem tá meio perdido, esse episódio é continuação direta do episódio anterior, e é também o episódio final da temporada. Sim, essa 4º temporada de House só terá 16 episódios, por causa da greve dos roteiristas. A próxima temporada deve começar em Setembro, então já viu, uns 4 meses de espera pra coisa nova.
Agora sobre o episódio; já tinha falado que House’s Head tinha sido um dos melhores episódios de House, não? Então, Wilson’s Heart conseguiu manter o nível, dando continuidade a trama apresentada do episódio anterior, que terminou com a revelação de que a vítima do acidente que estava morrendo era a Amber. Tendo isso em mente, o episódio é todo focado no relacionamento de Wilson e House, com passagens sensacionais como Wilson pedindo a House que fizesse um procedimento completamente arriscado, tentando recuperar mais alguma memória relacionada ao acidente. E é claro, House aceitou sem pensar duas vezes. E foi esse lado de Wilson que transpareceu mais no episódio, o valor que ele dava ao relacionamento com a Amber, chegando ao ponto de arriscar a vida de House na tentativa de chegar ao diagnóstico. Não é de hoje que eu falo que Robert Sean Leonard é um ator do caralho, e sempre que dão chances a ele, o episódio vai pra frente.
Como já era de se esperar, Amber morre nesse episódio. Logo agora que ela começou a ganhar mais espaço e a se mostrar, cada vez mais, um House de saias. Uma pena, mas é algo que tinha que ser feito. Se fosse diferente, a quinta temporada continuaria nesse triangulo ‘House-Amber-Wilson’. Pegando pelo final do episódio, é fácil prever como será o início da próxima temporada, já que Wilson ficou claramente abalado com a perda, e focou toda a culpa em House, como já era de se esperar. Ah sim, já ia me esquecer, esse episódio a 13 se testou para Huntington’s, que deu positivo. Será que ela é a próxima a morrer? Não seria de todo mal, se a Cameron voltasse para o lugar dela.
É isso, até setembro. Ou não.
House: “Wilson is my best friend, I don’t want him to hate me. I want to stay here. I dont want to feel..pain anymore. I dont wanna be miserable”
Amber: “You can’t always get what you want.”
Pátria que me Pariu & música 17.05.2008
Claudia d’Orei

É bem difícil eu gostar de artitas brasileiros dessa nova geração, já que a maioria se importa mais com o visual do que com a música em si. Dando uma folheada na última Rolling Stone, vi uma pequena nota sobre uma tal de Claudia d’Orei, que misturava Jazz e Dub com uma clima de Trip-Hop. Como tinha o link do Myspace dela, não custava nada dar uma olhada. Definitivamente não me arrependi, desde quinta-feira eu não ouço outra coisa. Claudia tem uma voz delicada, que se envolve com a batida de Trip-Hop, se unificando de uma maneira tão delicada, que seria impossível mudar alguma coisa sem estragar o clima. A quem interessar, no MySpace dela tem 5 músicas disponíveis pra áudio, desta que pra Já Passou, que é com certeza a melhor dentre as 5. Infelizmente o download das músicas não está disponível, perguntei a ela porque, e na verdade, essas versões ainda não são definitivas, por isso só podem ser ouvidas. Ela disse também que já tá terminando de gravar o CD, ou seja, coisa boa vindo por aí.
Claudia d’Orei mora em São Paulo, e toca toda quinta-feira no Opera buFFA. Pro pessoal que gosta de Nouvelle Vague e Lovage, vale a pena dar uma conferida no show.
jogos 16.05.2008
Primeiras impressões: GTA IV

Peguei GTA IV há umas semanas, mas o negócio é tão fabuloso que só criei culhões pra escrever sobre ele hoje. A pergunta mais feita é: O jogo justifica todo o hype que foi criado para o lançamento? Sim, com certeza. O jogo não traz nenhuma inovação supreendedora, sim, é mais do mesmo. O bom é que todo mundo gosta desse mesmo.
O personagem da vez é Niko Bellic, recem chegado em Liberty City para começar uma nova vida. Niko veio do leste europeu, tentando se livrar de um passado conturbado, envolto a mortes e tragédias. O único problema é que Niko não sabe fazer nada além do que aprendeu no exército Servo, e assim acaba se envolvendo com os maiores criminosos da cidade.
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filmes 15.05.2008
Só pintar de verde

Desde que foi o novo filme do Hulk foi anunciado, eu tenho falado que seria melhor que o primeiro, o que não é difícil. O primeiro filme foi uma merda, tanto que não virou uma série de filmes, já que o novo filme é um recomeço pro grandão. A minha certeza na qualidade desse filme é bem simples, Edward Norton. Nunca, eu repito, NUNCA vi um filme ruim do cara. E olha que já vi vários, dentre eles Clube da Luta e A Outra História Americana, que fazem parte dos meus filmes favoritos.
Esse último trailer que saiu tá aí pra confirmar tudo que eu to falando. É ótimo saber que a qualidade da adaptação já é garantida, já que a Marvel Studios mostrou que sabe o que faz em Iron Man, ou alguém não concorda?
Junho já tá chegando, a espera mesmo é pelo filme dos Vingadores. Até referência as HQs rolou nesse trailer (Bruce Banner sendo jogado do Helicóptero, quem leu sabe).
Pátria que me Pariu & filmes 15.05.2008
Vamos abrir a porta dos desesperados!

Não sou muito de ficar escrevendo sobre curtas, até porque normalmente o resultado é bem sem sal. Mas esse merece, com certeza.
Chico (O moleque de “O ano em que meus pais saíram de férias) estava em recuperação, e pra passar de ano precisava fazer uma redação criativa em 15 minutos, só isso. E é aí que a começa a viagem, já que pra achar um tema CRIATIVO pra sua redação, Chico começa a imaginar ícones da música dos anos oitenta interpretando as músicas mais famosas do SERGINHO MALLANDRO. Daí pra frente rola de tudo, desde Michael Jackson cantando Bilu Tetéia, até Twisted Sister cantando Um Capeta em Forma de Guri.
André Moraes mandou bem demais no curta, já que conseguiu reunir um elenco de primeira pra fazer uma coisa dessas. Nomes como Lúcio Mauro Filho, Lázaro Ramos (que também assina o argumento do filme), Wagner Moura, Luciano Szafir estão presentes na Ópera, todos devidamente ridicularizados, claro. Destaque pro Lúcio Mauro Filho interpretando Farofá-fá, sensacional.
Pra vocês terem uma noção do nível do curta, rola até Sidney Magal cantando, o que é garantia de coisa boa (ou engraçada, vai). Além das próprias músicas, existem várias outras referências ao Mallandro, como a Porta dos Desesperados e tudo mais. E é claro, o próprio Mallandro também participa do curta, com direito a “HÁ, SALSI-FUFU!” e tudo.
Não sei se o pessoal que participou do filme fez tudo na amizade ou rolou uma grana por trás, só sei que ver os atores globais mais badalados interpretando OS MAIORES CLÁSSICOS DO MALLANDRO é impagável. Queria eu que coisas assim fossem mais frequentes por aqui, a gente precisa disso.
Pra assistir o filme, é só clicar aqui.
filmes 14.05.2008
Deaths of Ian Stone

Deaths of Ian Stone tava indo muito bem, até começar a ficar ridículo.
Tenho esse filme no HD há bastante tempo, a primeira vez que li sobre ele foi em uma matéria sobre o Horror Fest 2007, onde escolheram o filme como um dos 8 melhores de terror do ano. Fiquei logo animado com a sinopse e baixei, afinal, mesmo que fosse uma merda eu ainda veria o mesmo ator morrendo várias vezes, o que é no mínimo interessante.
E o filme foi realmente interessante, pelo menos uma parte dele. A primeira metade do filme conseguiu me prender a atenção, e até teorizar sobre um final bem escrito. Mas isso é só na primeira metade mesmo. Depois de 40 minutos rodando o filme começa a se auto-avacalhar, beirando o ridículo em algumas passagens. O filme se perde completamente quando começam a aparecer MONSTROS DAS SOMBRAS na história. Sim, monstros das sombras, sem mais nem menos. Se no lugar de efeitos legais, tivessem arrumado um diretor de verdade, não teriam estragado uma idéia de filme tão legal, mas vai entender.
Fiquei até com medo de assistir os outros filmes da lista. Vai ver era essa a intenção.
televisão 13.05.2008
House’s head

Meus episódios favoritos de House são aqueles em que a abordagem principal é toda no protagonista. House, junto com Dexter, é um dos personagens mais bem bolados que eu já tive o prazer de assistir, então é sempre bom ter um episódio com um foco maior em como o personagem pensa e se comporta. House’s Head tem isso tudo, e mais um pouco.
O episódio é completamente diferente de qualquer coisa que você já viu nessa temporada, quiçá na série inteira. A narração não é linear, House tem vários insights e alucinações, complicando a compreensão dos mais desatentos. Logo no início do episódio, House se envolve em um acidente de ônibus e perde boa parte de sua memória recente. Daí pra frente é uma correria pra descobrir o que aconteceu de verdade, já que as únicas lembranças de House são alguns flashes. E é a partir desses flashes que ele começa a montar um quebra-cabeça, tentando chegar a pessoa doente, que aparentemente causou o acidente. Mais uma vez House vai até o limite pra desvendar a charada, indo de tentativa hipnose a overdose de remédios para alzheimer.
Óbvio que o episódio não fica só nessa distopia temporal, ele tem sua dose de humor e medicina. Sim, medicina. Os personagens se tornam tão envolventes (ou envolvidos por House, vá saber), que é fácil esquecer que House M.D., como já diz o nome, é uma série de medicina. E o caso da vez é excelente, já que nem o paciente é conhecido.
É meio complicado escrever sobre um episódio logo depois de vê-lo, mas a ansiedade é tanta que não tem como esperar. House’s Head foi do caralho, Hugh Laurie mostra de novo que merece os prêmios que recebe, e merece também os que deixa de receber. O problema agora é esperar até segunda-feira que vem, quando vai rolar a continuação direta, Wilson’s Heart. E quem sabe, algum dia, role um Cuddy’s Boobs, né.
Ah, rolou um strip-tease da Cuddy nesse episódio. TENSO.
música 13.05.2008
Rockferry

Sempre que alguma coisa faz sucesso, várias cópias aparecem logo depois, a grande dificuldade é diferenciar o que é bom e o que é cópia. Rockferry definitivamente não é uma cópia. Achei esse CD enquanto procuva por um trio alemão de Jazz, ou seja, pura sorte. Dando uma procurada por mais informações no Google, a opinião geral era de que Rockferry só serve de ponte entre Back to Black e o novo lançamento de Winehouse. Óbvio que quem diz uma coisa dessas não ouviu o CD da Duffy. Há vários elementos semelhantes entre as duas cantoras, claro, já que as duas abertamente são influenciadas pelas divas sessentistas, e não fazem questão de esconder isso. A questão é que as semelhanças param por aí. Winehouse faz questão de despejar toda a sexualidade possível em suas músicas, tratando de temas mais pesados, e cantando os mesmos de maneira mais pesada. Já Duffy canta a melhor música para dor de cutuvelo que eu ouvi nas últimas semanas, coisa bem melosa mesmo.
O primeiro single do CD foi Mercy, música com uma levada toda funkeada, acompanhada deliciosamente pela voz digna de uma quarentona de Duffy. Mas engana-se quem pensa que o resto do CD continua no embalo de Mercy, o buraco é mais embaixo, lá pra baixo mesmo. O clima fica muito mais denso, Warwick Avenue é o exemplo perfeito disso.
Aimee Duffy começou bem, agora é só se dissociar de cópia barata e continuar fazendo boa música, porque isso ela sabe fazer.